sexta-feira, 25 de março de 2011

Ciência e fé seriam incompatíveis?

Existe, para uma boa parte dos cientistas, a idéia de que, para se poder fazer ciência de boa qualidade, é imprescindível ser ateu. Esta parcela argumenta que a ciência é racional e que, assim, só é possível para o cientista aceitar teoremas e axiomas demonstráveis matemática e fisicamente.

Na Alemanha, no início do século XX, um ilustre cientista fazia uma conferência na Universidade de Berlim e, em certo momento, lançou uma pergunta desafiadora para a platéia: “Para os senhores foi Deus quem criou tudo o que existe?”

Um dos alunos respondeu prontamente: “Sim, foi Deus quem tudo criou...”

“Você realmente pode afirmar que foi Deus quem criou tudo?” Replicou o professor.

“Sim, senhor, sem dúvida...”, respondeu aquele jovem.

Esfregando as mãos de contentamento e com antecipado ar de triunfo, o professor retrucou: “Bem, meu jovem, se Deus criou tudo, então Ele fez também o mal? Como todos sabemos, o mal existe e, partindo do fato de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”

O jovem ficou calado diante deste raciocínio e assim o professor sentia-se vitorioso achando ter provado mais uma vez que a fé era simplesmente uma ingenuidade de ignorantes dos grandes saberes da ciência.

... mas, eis que, num outro ângulo daquele auditório, um estudante levantou corajosamente a mão e disse: “Professor, posso fazer uma pergunta?”

“Sem dúvida, fique à vontade!”
Consentiu o palestrante.

O jovem ficou em pé e perguntou: “Professor, existe o frio ?”

“Mas que pergunta, meu jovem, ... e numa Universidade tão renomada como esta! Lógico que existe o frio!... ou, por acaso, você nunca sentiu frio?”

Calmamente, o rapaz argumentou: “Senhor, de fato o frio não existe! Segundo as leis da Física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor. Todo corpo pode ser estudado quando possui ou transmite energia e é o calor que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero-absoluto é a ausência total e absoluta de calor – nesta temperatura, todos os corpos ficam inertes, incapazes de transmitir energia, mas o frio não existe. A verdade é que nós criamos a definição de frio para descrever como nos sentimos quando não existe o calor...”

A platéia agora olhava interrogativamente e o professor mudou seu semblante...

“Professor, pergunto-lhe ainda: existe a escuridão?”

“Sem dúvida, a escuridão existe...”

Brilhante, o estudante explicou: “Com todo respeito, professor, novamente há erro em sua resposta. A escuridão também não existe. Na realidade, a escuridão é a ausência de luz. A luz, podemos estudá-la, mas a escuridão não. Sabemos que até existe o prisma de Nichols que consegue decompor a luz branca nas várias cores de que é composta, cada cor com sua específica freqüência e correspondente comprimento de onda. A escuridão não se consegue decompor! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o seu trajeto. Como pode saber quão escuro está um determinado espaço? Com base na quantidade de luz presente neste espaço, não é assim? Novamente, escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz”.

Com galhardia, o jovem atirou mais um golpe certeiro: “Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu: “Claro que sim!... lógico que sim!... como eu disse desde o começo, vemos hoje tanta violência, estupros, roubos e crimes no mundo todo... essas coisas são do mal!”

Com humildade, mas com determinação, concluiu o jovem: “O mal também não existe, senhor! Pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem. É o mesmo dos casos anteriores: o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal! Não é como a fé ou como o amor, que existem da mesma maneira que existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor ou com a escuridão quando não há luz”.

... após um microsegundo de um quase assombro, aquela platéia, em pé, explodiu em aplausos que duraram vários minutos, com gritos de admiração diante daquele professor que apenas balenceava a cabeça, sem saber como responder...

O reitor da Universidade, que assistira a tudo, dirigiu-se então àquele estudante e perguntou: “Jovem, qual é o seu nome?”

Ele respondeu: “Albert Einstein, senhor.”

( o o o )

Poucos anos mais tarde, aquele jovem desenvolveu nada menos do que uma das maiores descobertas da humanidade, a Teoria da Relatividade, tornando-se um dos mais brilhantes e maiores cientistas de todos os tempos... e, no entanto, ele, em sua grandeza humilde, não precisou negar a existência de Deus e nem a fé para ler nas entrelinhas do Universo as leis que ali já haviam sido escritas há bilhões de anos pelo Criador!

Realmente, é isto que a ciência humana faz: de forma sistemática e organizada, ela simplesmente descobre e descreve, uma a uma, as leis de funcionamento da física e da natureza do Universo!

Fé e ciência não são, verdadeiramente, incompatíveis. Como dizia o grande cientista Louis Pasteur: “A pouca ciência afasta de Deus, mas a verdadeira ciência aproxima de Deus."

Desta forma, podemos concluir citando o Papa João Paulo II na encíclica Fides et Ratio: "A e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade."

Caríssimos(as), as universidades e os centros de pesquisa são também um amplo campo para evangelização onde podemos e devemos fazer esforços para que os jovens que ali estudam e trabalham não sejam arrastados por modismos e experiências de ateísmo, influenciados por ideologias já ultrapassadas, mas que ainda causam vítimas, destruindo a fé.

Que Nossa Senhora, Mãe da Verdadeira Sabedoria, nos ensine e nos auxilie nesta missão. Um santo e abençoado dia para todos(as).

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