quinta-feira, 27 de março de 2008

CNBB reúne lideranças para debater defesa da vida

Ronaldo da Silva
Canção Nova Notícias, Brasília

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu nesta quarta-feira, 26, um grupo de cientistas, juristas e lideranças da frente parlamentar em defesa da vida para debater a questão do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas, cujo julgamento está suspenso do Supremo Tribunal Federal (STF).

Assista à reportagem





O objetivo da reunião foi aprofundar o conhecimento sobre as células-tronco embrionárias e levar aos presentes informações científicas sobre o assunto.

A data do novo julgamento no STF ainda não foi definida, mas há a possibilidade de ocorrer na primeira quinzena de abril.

.: Jurista e assessor da CNBB fala do direito à vida

segunda-feira, 17 de março de 2008

A “Folha Online” ( Rio - 14/03/2008 - 18h32 – Cirilo Junior), divulgou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, disse nesta sexta-feira (13) que o julgamento a respeito da liberação de pesquisas com células-tronco será apertado.

Disse o ministro que “O score [placar] vai ser muito apertado. Creio que teremos uma diferença de um a dois votos, em um sentido ou em outro”, declarou, depois de participar do encerramento do 2º Congresso Brasileiro de Direito de Seguros e Previdência, no Rio de Janeiro. Ele explicou que o caso deverá voltar a ser analisado no início de abril pelo STF. Ele ainda disse que: “O colegiado é um somatório de forças distintas, e o Judiciário em si, às vezes, revela surpresas”.

Essas declarações do ministro mostram que o STF poderá até proibir o uso de células tronco embrionárias. Então, convido a todos os católicos a se mobilizarem de todas as formas possíveis para impedir a matança de embriões humanos, que já são vidas humanas. Podemos rezar, jejuar, e enviar nossos apelos aos ministros do STF; seus emails seguem abaixo. “A audácia dos maus cresce com a covardia dos bons” (Leão XIII) . Não desanimemos, “povo católico unido jamais será vencido”.

Fonte: Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Emails dos Ministros e Assessores do STF:

manoel.castilho@stf.gov.br
webmaster@stf.gov.br
angelotabet@stf.gov.br
VilmarN@stf.gov.br
claudiom@stf.gov.br
fernandaR@stf.gov.br
ledam@stf.gov.br
mariangela@stf.gov.br
conceicaosm@stf.gov.br
salomao@stf.gov.br
sergiog@stf.gov.br
soniama@stf.gov.br
walter@stf.gov.br
marizete@stf.gov.br
mgilmar@stf.gov.br
marisas@stf.gov.br
suelyc@stf.gov.br
rodrigom@stf.gov.br
carmemll@stf.gov.br
favetti@stf.gov.br
franke@stf.gov.br
eduardost@stf.gov.br
reginamv@stf.gov.br
mcelso@stf.gov.br
erich@stf.gov.br
raquelbc@stf.gov.br
eulerb@stf.gov.br
vivianem@stf.gov.br
alexandram@stf.gov.br
gaberosgrau@stf.gov.br
evas@stf.gov.br
gabinete-lewandowski@stf.gov.br
luisc@stf.gov.br
amandaf@stf.gov.br
dennys@stf.gov.br
manoelcarlos@stf.gov.br
davip@stf.gov.br
patriciaml@stf.gov.br
anavt@stf.gov.br
sergio.pedreira@stf.gov.br
clenio@stf.gov.br
ana@stf.gov.br
joaobmc@stf.gov.br
adrianna@stf.gov.br
adrianeh@stf.gov.br
marcelor@stf.gov.br
flavioj@stf.gov.br
janeth@stf.gov.br
marcosp@stf.gov.br
paulop@stf.gov.br
martac@stf.gov.br
mpetcov@stf.gov.br
andred@stf.gov.br
rogerg@stf.gov.br
carlak@stf.gov.br
gcarlosbritto@stf.gov.br
beatriz@stf.gov.br
gabminjoaquim@stf.gov.br
marco@stf.gov.br
raquelj@stf.gov.br
viniciusg@stf.gov.br
franciscol@stf.gov.br
lana@stf.giv.br,
renata@stf.gov.br
marcoaurelio@stf.gov.br

A luta da Arquidioce do Rio de Janeiro contra o aborto

O combate ao aborto é parte fundamental na Campanha da Fraternidade deste ano da CNBB, cujo lema é “Escolhe, pois, a vida”.

O jornal “Folha de S.Paulo” – Seção Cotidiano (11/03/2008), noticiou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro, confeccionou 600 bonecos de resina, similares aos fetos, que foram oferecidos às igrejas para serem mostrados ao povo nas 264 paróquias do Rio de Janeiro, juntamente com quatro vídeos que mostram cenas reais de abortos praticados. Neles, os médicos descrevem como é feito o procedimento. Isto para conscientizar a população católica sobre o crime hediondo do aborto.

Esses “fetos” são usados de formas variadas, segundo a “Folha”: “na paróquia de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, zona sul, uma almofada com a escultura de um feto é levada até o altar nas missas dominicais e é mostrada entre os freqüentadores”. Na igreja Santa Margarida, na Lagoa, o “feto” está dentro de um vidro com gel, como se tivesse na placenta, exposto no altar.”

Segundo Dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo-auxiliar do Rio de Janeiro, que é médico; a utilização do “símbolo” não é obrigatória, mas muitas paróquias aderiram à proposta, e de acordo com o público, é ele quem escolhe um dos vídeos disponíveis.

D. Antonio afirmou que o vídeo não foi o mais forte. Para ele, é importante que os adolescentes assistam a “uma cena que se tenta apagar”. O padre Jorge Luiz Pereira da Silva, conhecido como padre Jorjão, explica na missa dos jovens que: “A figura simboliza o nosso compromisso quaresmal de defender a vida em todos os instantes”.

Algumas pessoas questionaram o fato das cenas serem um tanto chocantes, especialmente os filmes que mostram a realização de abortos. No entanto, é preciso que esta realidade seja mostrada aos jovens, pois muitas delas são induzidas a praticar o aborto, sem saber bem o crime que estão praticando e sem saber que a criança sofre horrivelmente ao ser abortada. Chocante não é ver um filme de um aborto, é praticar um aborto.

O feto é uma vida humana, e o que o aborto mata é uma criança; e os vídeos deixam isto bem claro. A juventude hoje está acostumada a ver cenas muito mais chocantes que essas; então, por que não mostrar-lhes a realidade dura e cruel de se assassinar friamente uma criança no ventre da própria mãe? E isto é feito aos milhões por ano em todo o mundo. É claro que os adeptos do aborto tentam esconder essas cenas dolorosas…

Por exemplo, nos abortos praticados por sucção, o corpo do bebê com dois meses é dilacerado por uma lâmina e aspirado… Outras vezes o bebê é envenenado com quatro, cinco meses de idade, sendo o seu corpinho queimado vivo. As mães que praticam abortos nunca vêem suas vítimas, mas elas morrem de maneira horrivelmente dolorosa. E os jovens precisam saber disso.

Com apenas onze semanas de gestação (aproximadamente três meses), um bebê no útero já é bem desenvolvido; as únicas mudanças daí para frente serão apenas o desenvolvimento do que já está formado no seu ser. Todos os seus sistemas orgânicos já funcionam; ele respira e urina também; o corpo já esta formado e as mãozinhas já possuem até impressões digitais… Nesse estágio, o bebê já sente dor e é muito sensível à luz, ao calor e ao barulho. Sua personalidade já está em formação. Com oito semanas de gestação, um bebê segura qualquer objeto que for posto em sua mão, e até os batimentos do seu coração já podem ser registrados em um eletrocardiograma. Com seis semanas, começa o feto a se movimentar. Com menos de quatro semanas, podemos comprovar que qualquer de suas células possui 46 cromossomos, ou seja, é um ser humano. Os jovens precisam saber disso.

No entanto, com seis meses de gestação, em plena vida, bebês são arrancados de dentro da mãe, em muitos hospitais pelo mundo, através de uma cesariana, e são abandonados à morte em uma lata de lixo… Esse é o grande holocausto moderno que brada aos céus e que precisa ser evitado. Pode haver crime maior?

Há uma luta constante no mundo e também no Congresso do Brasil para aprovar a prática criminosa do aborto. A própria ONUOrganização das Nações Unidas quer globalizar a prática do aborto. Então, a Igreja tem o dever e direito sagrado de defender a vida e de conscientizar o povo de como a vida hoje é destruída criminosa e maldosamente no ventre materno.

Se a vida não for defendida desde o ventre materno, a verdadeira civilização perecerá, dando lugar à barbárie, ainda que travestida de civilidade.

Fala-se tanto nos direitos humanos e, no entanto, o primeiro e mais fundamental de todos - o direito à vida, especialmente quando esta se encontra indefesa no ventre materno - é tão desrespeitado em toda a face da terra. De que adianta defender os demais direitos se o Primeiro - o direito de viver - é tão violado?

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2008

Vida sim, morte não!

Este vídeo nos relata de uma forma muito direta, o que é o aborto. Nos ajuda a refletir sobre este ato de crueldade, indicando a realidade do que acontece.

Você quer praticar um aborto? Antes disso, veja este vídeo e creia, mais vale a vida do que a morte.

Se você está se sentindo sozinha e abandonada, se você acha que ninguém mais se preocupa ou se importa contigo... Você não sabe que rumo sua vida irá tomar a partir deste momento, você não vê saída para a sua situação...

Lembre-se de que alguém, ainda muito pequenino, acredita em você, confia em você, aceita você exatamente como você é. Pede-lhe apenas uma chance...

... uma chance que valerá uma vida inteira!


Você sabe o que é redução embrionária?



Quando se faz a inseminação artificial, vários óvulos de uma mulher são fecundados pelos espermatozóides. Algumas vezes cerca de 8,9,10 óvulos são fecundados e surgem os embriões humanos. Desses, uns quatro ou cinco podem ser implantados na mulher para a gravidez acontecer. Pode acontecer de todos vingarem, ou mesmo nenhum deles vingar, isto é, sobreviver e se desenvolver.


Mas, quando vários vingam, três, quatro, cinco... então, para que não aconteça uma “gravidez de alto risco”, se faz a “redução embrionária”; isto é, são eliminados (abortados), descartados, um ou dois embriões, os fetinhos, indesejáveis, que tenham menos condições de se desenvolverem bem.

O que você pode ver no filme abaixo é o um filme real de um ultra – som, onde se pode ver nitidamente a eliminação (aborto) de um fetinho de dez semanas (cerca de 4 cm) no interior do útero da mãe, através de uma agulha que lentamente chega ao coraçãozinho do feto e ali lhe aplica um veneno mortal. São três fetos e é feita a eliminação de um. Isto é a “redução embrionária”, usada algumas vezes na inseminação artificial.

Este filme real nos foi cedido pela Dra. Alice Teixeira Ferreira, formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina, doutora em Biologia Molecular e com pós-doutorado na “Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972”; e Livre Docente em Biofísica, pela Universidade Federal de São Paulo - EPM em1996.

Penso que o horror que você vai ver dispensa maiores comentários e mostra a gravidade do crime do aborto, especialmente neste caso de se eliminar um feto já em desenvolvimento.

Prof. Felipe Aquino


Data Publicação: 11/03/2008 Data Publicação: 10/03/2008
Matéria publicada no Blog do Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 10 de março de 2008

O que o STF vai dizer ao Vinícius?

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

Arquivado em: Células tronco — Prof. Felipe Aquino at 2:37 pm on Sexta-feira, Março 7, 2008

Em 05 de março de 2008, houve, no Supremo Tribunal Federal brasileiro, em Brasília, o início de um julgamento ao final do qual deveria ser dada a decisão sobre a autorização ou a proibição de pesquisas com células-tronco embrionárias. O artigo abaixo analisa o caso de dois embriões que ficaram armazenados por vários anos (um por treze anos e outro por oito anos) e que, ao terem sido acolhidos em úteros maternos, puderam completar seu ciclo e nasceram e hoje chamam-se Laina e Vinicius. E se estes dois fetos tivessem sido simplesmente descartados, como desejam alguns?

Por: Silvio Medeiros

Essa é a pergunta que fica se nossos ministros decidirem que a destruição de embriões humanos é licita em nome da ciência. Não só o STF, mas a grande imprensa, as clínicas de fertilização (ansiosos para dar um fim aos seus onerosos embriões), os cadeirantes que se jogaram no chão no momento da votação, todos deverão prestar contas ao pequeno Vinícius, este menininho que antes de ir parar no útero de sua mãe passou oito anos congelado num tanque de nitrogênio líquido [1].Até agora ele é o brasileiro que mais tempo passou congelado para poder finalmente ver a luz do sol. E é cada dia maior a legião de crianças que se ajuntam a ele e a Laina Beasley, norte americana, nascida em 2005 e congelada por 13 anos [2], e que criam uma interrogação irrespondível nas nossas legislações que permitem a destruição dessas vidas humanas no seu primeiro estágio para pesquisa.

Sim, eles merecerão explicações. Foram chamados de inviáveis, descartáveis [3], amontoado de células [4], coisas e não pessoas (talvez um bem de consumo?) [5], mas estão aí. Tudo porque estavam há mais de 3 anos congelados numa clínica que não pediram para ir, e por isso mesmo negociados numa corte que opinou democraticamente se poderiam ser destruídos num laboratório. Merecerão boas explicações pelo que fizeram mesmo sendo possível criar células-tronco embrionária sem necessidade de se destruir embrião algum [6].A justificativa de que eram “pré-embriões” (embriões não implantados), não vai adiantar pois um ser humano pode até ser privado de um ambiente favorável para seu desenvolvimento e ainda assim continuar humano.

A justificativa de que ainda não haviam passado pela fase de nidação também nada pode resolver pois um ser humano não perde sua identidade quando impedido de se alimentar. A justificativa de que ainda não detinham células do tecido nervoso também será insuficiente quando entenderem que o sistema nervoso humano só se completa anos depois do nascimento, e que nem por isso eliminamos nossos bebês recém-nascidos.

Todos temos direito a viver com dignidade, mas quem ousará definir do que é feita essa tal dignidade? O ministro Celso Mello defende a destruição de embriões humanos visando a possibilidade de uma vida digna para os que sofrem de doenças hoje incuráveis [7]. Mas caro ministro, desde quando limitação física reduz a dignidade humana? Desde quando o grau de drama de uma pessoa é critério ético para acabar com uma vida alheia?O ministro relator, Carlos Britto, atrelou ainda a cura da limitação neurológica do filho de Diogo Mainardi às pesquisas com embriões humanos [8]. É claro que absolutamente todos queremos essa cura, mas quereríamos a custa da vida de um Vinícius, de uma Laina, de qualquer um? Pode-se pensar: não estaríamos matando ninguém pois eles ainda não existiam. Talvez não a olho nu, mas num microscópio veríamos todos eles muito bem.

Cada um com um sexo, com uma cor de olhos e de cabelos, impressões digitais, tom de voz, tudo traçado em seus irrepetíveis DNAs. Se disséssemos um “oi” para o Vinícius, não seria para Laina. Se ainda acompanhássemos sua gestação, não nasceria nenhum outro do que aquele que vimos anteriormente com apenas 100 células. Poderia até ter outro nome, mas seria o mesmo. Somos porque fomos preservados desde o início.De minha parte direi para o Vinícius se a extração de células-tronco embrionárias forem aprovadas pelo STF, que apesar do país em que vive afirmar que sua vida em um dado momento foi descartável, manipulável, violável, mesmo assim, ele possui um valor incalculável desde sempre, uma dignidade inalienável, intrínseca pelo fato de pertencer a raça humana; que apesar de ter sido relativizado por uma ética pragmática, não poderá jamais ser menor do que aquilo que realmente é: um ser humano pleno, completo, merecedor de todo respeito; que apesar de muitos cientistas terem o perdido como experimento, numerosos são aqueles que ganham com sua vida.

Direi enfim, que existem leis que estão acima das nossas porque existem antes de nós, e que nos ensinam a não matar para salvar porque no fim, somos todos iguais.

[1] disponível em: <http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=241&mat=97120>

[2] disponível em: <http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article540837.ece>

[3] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84389>

[4] disponível em: <http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=86&pagina=2112&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67>

[5] disponível em: <http://www.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0603200803.htm>

[6] disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/08/22/ult27u50831.jhtm>

[7] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84385>

[8] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84390>