domingo, 9 de novembro de 2008

Pontifícia Academia para a Vida realiza congresso no Brasil

A Pontifícia Academia para a Vida realiza em Itaici (Indaiatuba, São Paulo), de 25 a 28 de novembro, o Congresso Internacional Pessoa, cultura da vida, cultura da morte.

O evento será realizado pela primeira vez fora de Roma e tem a parceria da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Padre Aníbal Gil Lopes, médico e professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia, disse que um dos temas a serem debatidos no Congresso é a eutanásia.

Trata-se de «um tema candente particularmente na Europa e que no Brasil já toma seus primeiros passos», afirmou à Sala de Imprensa da CNBB.

«As grandes questões ligadas à vida se concentram no início e no término da vida. O aumento da expectativa da vida traz um problema econômico, ligado às aposentadorias, às pensões e a uma redução progressiva da taxa de natalidade. Todas essas abordagens conduzem à legalização da eutanásia, que já ocorreu em diversos países da Europa», disse.
Padre Aníbal considera que uma reflexão comum pode ajudar a resolver os desafios no campo da Bioética que aparecem na América Latina.

«Em todos os países da América Latina, os mesmos projetos de leis são apresentados simultaneamente. Uma reflexão em comum pode permitir que os nossos argumentos sejam melhor fundamentados, mais claros, mais convincentes. Acho que o congresso pode ser um subsídio importante nesta reflexão, não só para o nosso país como para a América Latina», afirmou.

Pressão para aprovar o aborto no Brasil não acabou

Líder pró-vida destaca importância da formação no campo da Bioética

SÃO PAULO, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- A pressão para aprovar o aborto no Brasil continua; diante disso, é importante a formação permanente de todos os fiéis no campo da Bioética, considera uma líder pró-vida no país.

A Dra. Lenise Garcia, professora da Universidade de Brasília e presidente do Movimento Nacional pela Cidadania em Defesa da Vida “Brasil Sem Aborto”, recorda que duas comissões da Câmara dos Deputados rejeitaram, este ano, um projeto de lei que legalizaria o aborto no país (PL 1135/91).

Mas isso não significa que os grupos pró-aborto tenham enfraquecido. «Há forte pressão da ONU e de ONGs que contam com financiamento externo para que o aborto seja aprovado no Brasil, e de modo geral na América Latina, contra a evidente vontade da população», disse a professora, no contexto do IV Seminário de Bioética da Diocese de Taubaté (São Paulo), realizado dia 25 de outubro.

De acordo com Lenise Garcia, há também o problema do «relativismo vigente», que descarta «os argumentos que se apóiam nos direitos e na dignidade da pessoa humana».

No contexto da rejeição do PL 1135/91, a professora considera que «foi em parte a mobilização dos eleitores, que se manifestaram perante os deputados (por carta, telefonema, e-mail ou visitas pessoais), que conseguiu a vitória da vida nas duas comissões, e esperamos que a consiga no Plenário».

Segundo a professora, os eleitores devem verificar a postura de seus candidatos em «questões importantes» como o tema da defesa da vida. «A consciência das pessoas está crescendo, e também os meios para informar-nos sobre os possíveis candidatos ao nosso voto».

Lenise Garcia considera também que é preciso elaborar políticas públicas que reconheçam o papel da família na estruturação da sociedade. «É importante que a legislação e as ações administrativas sejam feitas tendo-se em vista a proteção à família, ao casamento, à maternidade (incluída a gestação), à infância, à adolescência e à velhice».

Um outro campo de trabalho imprescindível, de acordo com a professora, «é a formação permanente de todos os fiéis no que se refere aos atuais desafios da Bioética».

«É preciso que os fiéis conheçam a doutrina da Igreja sobre questões como reprodução assistida, aborto (inclusive nos casos em que alguns pretendem abrir exceções), uso de células-tronco, etc.»

A professora cita «excelentes documentos», como a encíclica Evangelium Vitae, de João Paulo II, e o Donum Vitae, da Congregação para a Doutrina da Fé, «que poderiam ser mais amplamente difundidos».

Além disso – prossegue Lenise –, há que incentivar os leigos para que «assumam com ousadia o papel que lhes cabe na estruturação da sociedade, como cidadãos livres e responsáveis».

«O leigo precisa compreender que não fala "em nome da Igreja", mas que deve ser coerente com sua fé em todas as suas atuações sociais, políticas, econômicas», disse.

A professora destacou também a importância da oração no trabalho em defesa da vida.

«A oração é o nosso sustentáculo». «Todos os cristãos podem contribuir com as suas orações a Deus para que se preserve no mundo a cultura da vida», afirma.

domingo, 26 de outubro de 2008

CNBB e grupos pró-vida promovem abaixo-assinado contra aborto


Grupos pró-aborto estão promovendo um abaixo-assinado para que a ONU reconheça o aborto como um suposto direito universal, aproveitando a festa dos 60 anos da promulgação da Declaração Universal dos Diretos Humanos, no dia 10 de dezembro.

Diante desta realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, entidades e movimentos em defesa da vida, promovem um abaixo-assinado em favor da vida e contra o aborto. São necessárias 50.000 assinaturas.

Os bispos recomendam que este abaixo-assinado seja repassado a todas as pessoas . 'Escolhe, pois, a vida' (Dt 30,19), assim o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-Geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, e o Arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, Dom Orlando Brandes, concluem convocação.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

CNBB: Nota em Defesa da Vida Humana

Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral, fiéis à nossa missão evangelizadora e aos compromissos assumidos na Campanha da Fraternidade de 2008, com o tema “Fraternidade e Defesa da Vida” e o lema “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30,19), reafirmamos nosso empenho pela valorização, defesa e promoção da vida humana.

A vida humana é sagrada. O direito à vida fundamenta quaisquer outros direitos. Desde a fecundação até seu declínio natural, a vida é fruto da ação criadora de Deus, “Senhor e Amigo da Vida” (Sb 11,26), e permanece sempre em relação com Ele, seu único fim. Cabe ao ser humano a responsabilidade de acolher e fazer frutificar este inestimável dom divino.

O Magistério da Igreja defende o direito à vida, bem primário fundamental em qualquer fase de desenvolvimento ou condição em que se encontra. A vida humana não pode ser instrumentalizada, violada ou destruída, devendo, pois, ser defendida sempre que ameaçada ou fragilizada.

Convidamos todos a se unirem a nós na defesa da vida, repudiando as tentativas de legalização do aborto em nosso País. Tal ato é moralmente inadmissível, pois faz muitas vítimas: a criança suprimida, a mãe isolada nos seus sentimentos de culpa e psicologicamente enferma, o pai que aprovou ou não se opôs e demais familiares. As mães que não consentem na prática do aborto, lutam e sofrem para gerar seus filhos, merecem nosso apoio e valorização. As mães que passaram pela triste experiência do aborto consentido, uma vez arrependidas, contem com a misericórdia divina que supera toda fraqueza humana (cf. Documento de Aparecida, 469g).

A ciência e a técnica têm contribuído para o desenvolvimento no âmbito da saúde e para o prolongamento da vida humana. Porém, “aquilo que é tecnicamente possível não é necessariamente, por esta mera razão, admissível do ponto de vista moral” (Donum vitae, Introdução, 4). A busca de qualidade de vida através das pesquisas científicas deve ser coerente com os princípios da inviolabilidade da vida humana, da lei natural e do mandamento “não matarás” (Ex 20,13), que devem ser respeitados sempre.

Reconhecemos, com gratidão, as pesquisas feitas em favor da vida, de modo particular, no que diz respeito às células-tronco adultas em vista à sua aplicação terapêutica. Lembramos que os princípios éticos devem sempre orientar os estudiosos e os cientistas para que a vida humana seja respeitada na sua integridade, desde a sua concepção até seu declínio natural.

Na célula inicial há tudo o que a natureza predispõe para o desenvolvimento da nova vida. O embrião humano deve ser respeitado e tratado como um ser humano desde a sua fecundação e, por isso, desde esse mesmo momento, deve-lhe ser reconhecido o direto inviolável de cada ser humano à vida (cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, 60). Essa afirmação encontra apoio e plena correspondência nos direitos essenciais dos próprios indivíduos, reconhecidos e tutelados pela Declaração Universal dos Direitos do Homem que, em seu artigo 3º, reconhece que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.

O uso de embriões humanos e a sua destruição para a pesquisa científica, bem como a sua crioconservação, violam o mais fundamental de todos os direitos, o direito à vida e a indissociável dignidade da pessoa humana, expressos nos artigos 1º, III e 5º, caput, da Constituição Federal. O artigo 4º do Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos), ratificado pelo Brasil em 25.09.1992, também estabelece que “toda pessoa tem o direito a que se respeite sua v ida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.

Aguardamos o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal que votará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), de número 3.510. Esperamos que a vida humana seja defendida incondicionalmente.

Agradecemos o trabalho de muitos cientistas e pesquisadores da área biomédica e de juristas que defendem a vida a partir de princípios éticos. Agradecemos também a dedicação de agentes da saúde, de parteiras, de socorristas, das Frentes Parlamentares em favor da vida, das associações Pró-Vida, das pastorais e movimentos, de catequistas e lideranças da Igreja e de todas as pessoas de boa vontade que defendem a vida com o testemunho de fé e cidadania.

Conclamamos todos, especialmente o s fiéis de nossas Dioceses e Paróquias, à realização de gestos concretos em favor da vida, tais como: centros de acolhida da mãe gestante, a prática da adoção, a doação de sangue e de órgãos para transplantes, a difusão dos “10 Mandamentos do Motorista”, a constituição de Comissões Diocesanas de Bioética, a Semana Nacional da Vida e a celebração anual do Dia do Nascituro, em 8 de outubro.

Jesus Cristo, fonte da Vida, pela intercessão de sua Mãe, venerada com o título de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe o povo brasileiro e proteja a todos no compromisso pela promoção e defesa da vida.

Itaici, Indaiatuba-SP, 10 de abril de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana, Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira - Arcebispo de Mana us, Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa -Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Secretário-Geral da CNBB

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Projeto torna Nossa Senhora padroeira apenas dos católicos


O Projeto de Lei 2623/07, do ex-deputado Professor Victorio Galli, retira de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. "O País, por ser um Estado laico, não deve ter este ou aquele padroeiro", afirma Galli.

Apesar da mudança, segundo o projeto, o feriado religioso será mantido. A proposta altera a Lei 6.802/80, que institui o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O projeto substitui a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e a expressão "culto público e oficial" por "homenagem oficial".

Victorio Galli ressalta que o Estado está impedido de instituir qualquer tipo de culto, conforme o artigo 19 da Constituição de 1988. Segundo Galli, a alteração proposta "deve ser considerada democraticamente útil para a promoção da igualdade entre os cidadãos brasileiros, sem privilégios à maioria de orientação cristã". Segundo ele, a proposta foi sugerida por cidadãos que não professam a fé católica.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2623/2007
(Íntegra disponível em formato PDF)

Fonte: http://www.clicnews.com.br/politica/view.htm?id=72961

Conclamamos a todos os católicos que assinem o abaixo assinado contra este projeto aqui.

quinta-feira, 27 de março de 2008

CNBB reúne lideranças para debater defesa da vida

Ronaldo da Silva
Canção Nova Notícias, Brasília

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu nesta quarta-feira, 26, um grupo de cientistas, juristas e lideranças da frente parlamentar em defesa da vida para debater a questão do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas, cujo julgamento está suspenso do Supremo Tribunal Federal (STF).

Assista à reportagem





O objetivo da reunião foi aprofundar o conhecimento sobre as células-tronco embrionárias e levar aos presentes informações científicas sobre o assunto.

A data do novo julgamento no STF ainda não foi definida, mas há a possibilidade de ocorrer na primeira quinzena de abril.

.: Jurista e assessor da CNBB fala do direito à vida

segunda-feira, 17 de março de 2008

A “Folha Online” ( Rio - 14/03/2008 - 18h32 – Cirilo Junior), divulgou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, disse nesta sexta-feira (13) que o julgamento a respeito da liberação de pesquisas com células-tronco será apertado.

Disse o ministro que “O score [placar] vai ser muito apertado. Creio que teremos uma diferença de um a dois votos, em um sentido ou em outro”, declarou, depois de participar do encerramento do 2º Congresso Brasileiro de Direito de Seguros e Previdência, no Rio de Janeiro. Ele explicou que o caso deverá voltar a ser analisado no início de abril pelo STF. Ele ainda disse que: “O colegiado é um somatório de forças distintas, e o Judiciário em si, às vezes, revela surpresas”.

Essas declarações do ministro mostram que o STF poderá até proibir o uso de células tronco embrionárias. Então, convido a todos os católicos a se mobilizarem de todas as formas possíveis para impedir a matança de embriões humanos, que já são vidas humanas. Podemos rezar, jejuar, e enviar nossos apelos aos ministros do STF; seus emails seguem abaixo. “A audácia dos maus cresce com a covardia dos bons” (Leão XIII) . Não desanimemos, “povo católico unido jamais será vencido”.

Fonte: Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Emails dos Ministros e Assessores do STF:

manoel.castilho@stf.gov.br
webmaster@stf.gov.br
angelotabet@stf.gov.br
VilmarN@stf.gov.br
claudiom@stf.gov.br
fernandaR@stf.gov.br
ledam@stf.gov.br
mariangela@stf.gov.br
conceicaosm@stf.gov.br
salomao@stf.gov.br
sergiog@stf.gov.br
soniama@stf.gov.br
walter@stf.gov.br
marizete@stf.gov.br
mgilmar@stf.gov.br
marisas@stf.gov.br
suelyc@stf.gov.br
rodrigom@stf.gov.br
carmemll@stf.gov.br
favetti@stf.gov.br
franke@stf.gov.br
eduardost@stf.gov.br
reginamv@stf.gov.br
mcelso@stf.gov.br
erich@stf.gov.br
raquelbc@stf.gov.br
eulerb@stf.gov.br
vivianem@stf.gov.br
alexandram@stf.gov.br
gaberosgrau@stf.gov.br
evas@stf.gov.br
gabinete-lewandowski@stf.gov.br
luisc@stf.gov.br
amandaf@stf.gov.br
dennys@stf.gov.br
manoelcarlos@stf.gov.br
davip@stf.gov.br
patriciaml@stf.gov.br
anavt@stf.gov.br
sergio.pedreira@stf.gov.br
clenio@stf.gov.br
ana@stf.gov.br
joaobmc@stf.gov.br
adrianna@stf.gov.br
adrianeh@stf.gov.br
marcelor@stf.gov.br
flavioj@stf.gov.br
janeth@stf.gov.br
marcosp@stf.gov.br
paulop@stf.gov.br
martac@stf.gov.br
mpetcov@stf.gov.br
andred@stf.gov.br
rogerg@stf.gov.br
carlak@stf.gov.br
gcarlosbritto@stf.gov.br
beatriz@stf.gov.br
gabminjoaquim@stf.gov.br
marco@stf.gov.br
raquelj@stf.gov.br
viniciusg@stf.gov.br
franciscol@stf.gov.br
lana@stf.giv.br,
renata@stf.gov.br
marcoaurelio@stf.gov.br

A luta da Arquidioce do Rio de Janeiro contra o aborto

O combate ao aborto é parte fundamental na Campanha da Fraternidade deste ano da CNBB, cujo lema é “Escolhe, pois, a vida”.

O jornal “Folha de S.Paulo” – Seção Cotidiano (11/03/2008), noticiou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro, confeccionou 600 bonecos de resina, similares aos fetos, que foram oferecidos às igrejas para serem mostrados ao povo nas 264 paróquias do Rio de Janeiro, juntamente com quatro vídeos que mostram cenas reais de abortos praticados. Neles, os médicos descrevem como é feito o procedimento. Isto para conscientizar a população católica sobre o crime hediondo do aborto.

Esses “fetos” são usados de formas variadas, segundo a “Folha”: “na paróquia de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, zona sul, uma almofada com a escultura de um feto é levada até o altar nas missas dominicais e é mostrada entre os freqüentadores”. Na igreja Santa Margarida, na Lagoa, o “feto” está dentro de um vidro com gel, como se tivesse na placenta, exposto no altar.”

Segundo Dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo-auxiliar do Rio de Janeiro, que é médico; a utilização do “símbolo” não é obrigatória, mas muitas paróquias aderiram à proposta, e de acordo com o público, é ele quem escolhe um dos vídeos disponíveis.

D. Antonio afirmou que o vídeo não foi o mais forte. Para ele, é importante que os adolescentes assistam a “uma cena que se tenta apagar”. O padre Jorge Luiz Pereira da Silva, conhecido como padre Jorjão, explica na missa dos jovens que: “A figura simboliza o nosso compromisso quaresmal de defender a vida em todos os instantes”.

Algumas pessoas questionaram o fato das cenas serem um tanto chocantes, especialmente os filmes que mostram a realização de abortos. No entanto, é preciso que esta realidade seja mostrada aos jovens, pois muitas delas são induzidas a praticar o aborto, sem saber bem o crime que estão praticando e sem saber que a criança sofre horrivelmente ao ser abortada. Chocante não é ver um filme de um aborto, é praticar um aborto.

O feto é uma vida humana, e o que o aborto mata é uma criança; e os vídeos deixam isto bem claro. A juventude hoje está acostumada a ver cenas muito mais chocantes que essas; então, por que não mostrar-lhes a realidade dura e cruel de se assassinar friamente uma criança no ventre da própria mãe? E isto é feito aos milhões por ano em todo o mundo. É claro que os adeptos do aborto tentam esconder essas cenas dolorosas…

Por exemplo, nos abortos praticados por sucção, o corpo do bebê com dois meses é dilacerado por uma lâmina e aspirado… Outras vezes o bebê é envenenado com quatro, cinco meses de idade, sendo o seu corpinho queimado vivo. As mães que praticam abortos nunca vêem suas vítimas, mas elas morrem de maneira horrivelmente dolorosa. E os jovens precisam saber disso.

Com apenas onze semanas de gestação (aproximadamente três meses), um bebê no útero já é bem desenvolvido; as únicas mudanças daí para frente serão apenas o desenvolvimento do que já está formado no seu ser. Todos os seus sistemas orgânicos já funcionam; ele respira e urina também; o corpo já esta formado e as mãozinhas já possuem até impressões digitais… Nesse estágio, o bebê já sente dor e é muito sensível à luz, ao calor e ao barulho. Sua personalidade já está em formação. Com oito semanas de gestação, um bebê segura qualquer objeto que for posto em sua mão, e até os batimentos do seu coração já podem ser registrados em um eletrocardiograma. Com seis semanas, começa o feto a se movimentar. Com menos de quatro semanas, podemos comprovar que qualquer de suas células possui 46 cromossomos, ou seja, é um ser humano. Os jovens precisam saber disso.

No entanto, com seis meses de gestação, em plena vida, bebês são arrancados de dentro da mãe, em muitos hospitais pelo mundo, através de uma cesariana, e são abandonados à morte em uma lata de lixo… Esse é o grande holocausto moderno que brada aos céus e que precisa ser evitado. Pode haver crime maior?

Há uma luta constante no mundo e também no Congresso do Brasil para aprovar a prática criminosa do aborto. A própria ONUOrganização das Nações Unidas quer globalizar a prática do aborto. Então, a Igreja tem o dever e direito sagrado de defender a vida e de conscientizar o povo de como a vida hoje é destruída criminosa e maldosamente no ventre materno.

Se a vida não for defendida desde o ventre materno, a verdadeira civilização perecerá, dando lugar à barbárie, ainda que travestida de civilidade.

Fala-se tanto nos direitos humanos e, no entanto, o primeiro e mais fundamental de todos - o direito à vida, especialmente quando esta se encontra indefesa no ventre materno - é tão desrespeitado em toda a face da terra. De que adianta defender os demais direitos se o Primeiro - o direito de viver - é tão violado?

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2008

Vida sim, morte não!

Este vídeo nos relata de uma forma muito direta, o que é o aborto. Nos ajuda a refletir sobre este ato de crueldade, indicando a realidade do que acontece.

Você quer praticar um aborto? Antes disso, veja este vídeo e creia, mais vale a vida do que a morte.

Se você está se sentindo sozinha e abandonada, se você acha que ninguém mais se preocupa ou se importa contigo... Você não sabe que rumo sua vida irá tomar a partir deste momento, você não vê saída para a sua situação...

Lembre-se de que alguém, ainda muito pequenino, acredita em você, confia em você, aceita você exatamente como você é. Pede-lhe apenas uma chance...

... uma chance que valerá uma vida inteira!


Você sabe o que é redução embrionária?



Quando se faz a inseminação artificial, vários óvulos de uma mulher são fecundados pelos espermatozóides. Algumas vezes cerca de 8,9,10 óvulos são fecundados e surgem os embriões humanos. Desses, uns quatro ou cinco podem ser implantados na mulher para a gravidez acontecer. Pode acontecer de todos vingarem, ou mesmo nenhum deles vingar, isto é, sobreviver e se desenvolver.


Mas, quando vários vingam, três, quatro, cinco... então, para que não aconteça uma “gravidez de alto risco”, se faz a “redução embrionária”; isto é, são eliminados (abortados), descartados, um ou dois embriões, os fetinhos, indesejáveis, que tenham menos condições de se desenvolverem bem.

O que você pode ver no filme abaixo é o um filme real de um ultra – som, onde se pode ver nitidamente a eliminação (aborto) de um fetinho de dez semanas (cerca de 4 cm) no interior do útero da mãe, através de uma agulha que lentamente chega ao coraçãozinho do feto e ali lhe aplica um veneno mortal. São três fetos e é feita a eliminação de um. Isto é a “redução embrionária”, usada algumas vezes na inseminação artificial.

Este filme real nos foi cedido pela Dra. Alice Teixeira Ferreira, formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina, doutora em Biologia Molecular e com pós-doutorado na “Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972”; e Livre Docente em Biofísica, pela Universidade Federal de São Paulo - EPM em1996.

Penso que o horror que você vai ver dispensa maiores comentários e mostra a gravidade do crime do aborto, especialmente neste caso de se eliminar um feto já em desenvolvimento.

Prof. Felipe Aquino


Data Publicação: 11/03/2008 Data Publicação: 10/03/2008
Matéria publicada no Blog do Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 10 de março de 2008

O que o STF vai dizer ao Vinícius?

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

Arquivado em: Células tronco — Prof. Felipe Aquino at 2:37 pm on Sexta-feira, Março 7, 2008

Em 05 de março de 2008, houve, no Supremo Tribunal Federal brasileiro, em Brasília, o início de um julgamento ao final do qual deveria ser dada a decisão sobre a autorização ou a proibição de pesquisas com células-tronco embrionárias. O artigo abaixo analisa o caso de dois embriões que ficaram armazenados por vários anos (um por treze anos e outro por oito anos) e que, ao terem sido acolhidos em úteros maternos, puderam completar seu ciclo e nasceram e hoje chamam-se Laina e Vinicius. E se estes dois fetos tivessem sido simplesmente descartados, como desejam alguns?

Por: Silvio Medeiros

Essa é a pergunta que fica se nossos ministros decidirem que a destruição de embriões humanos é licita em nome da ciência. Não só o STF, mas a grande imprensa, as clínicas de fertilização (ansiosos para dar um fim aos seus onerosos embriões), os cadeirantes que se jogaram no chão no momento da votação, todos deverão prestar contas ao pequeno Vinícius, este menininho que antes de ir parar no útero de sua mãe passou oito anos congelado num tanque de nitrogênio líquido [1].Até agora ele é o brasileiro que mais tempo passou congelado para poder finalmente ver a luz do sol. E é cada dia maior a legião de crianças que se ajuntam a ele e a Laina Beasley, norte americana, nascida em 2005 e congelada por 13 anos [2], e que criam uma interrogação irrespondível nas nossas legislações que permitem a destruição dessas vidas humanas no seu primeiro estágio para pesquisa.

Sim, eles merecerão explicações. Foram chamados de inviáveis, descartáveis [3], amontoado de células [4], coisas e não pessoas (talvez um bem de consumo?) [5], mas estão aí. Tudo porque estavam há mais de 3 anos congelados numa clínica que não pediram para ir, e por isso mesmo negociados numa corte que opinou democraticamente se poderiam ser destruídos num laboratório. Merecerão boas explicações pelo que fizeram mesmo sendo possível criar células-tronco embrionária sem necessidade de se destruir embrião algum [6].A justificativa de que eram “pré-embriões” (embriões não implantados), não vai adiantar pois um ser humano pode até ser privado de um ambiente favorável para seu desenvolvimento e ainda assim continuar humano.

A justificativa de que ainda não haviam passado pela fase de nidação também nada pode resolver pois um ser humano não perde sua identidade quando impedido de se alimentar. A justificativa de que ainda não detinham células do tecido nervoso também será insuficiente quando entenderem que o sistema nervoso humano só se completa anos depois do nascimento, e que nem por isso eliminamos nossos bebês recém-nascidos.

Todos temos direito a viver com dignidade, mas quem ousará definir do que é feita essa tal dignidade? O ministro Celso Mello defende a destruição de embriões humanos visando a possibilidade de uma vida digna para os que sofrem de doenças hoje incuráveis [7]. Mas caro ministro, desde quando limitação física reduz a dignidade humana? Desde quando o grau de drama de uma pessoa é critério ético para acabar com uma vida alheia?O ministro relator, Carlos Britto, atrelou ainda a cura da limitação neurológica do filho de Diogo Mainardi às pesquisas com embriões humanos [8]. É claro que absolutamente todos queremos essa cura, mas quereríamos a custa da vida de um Vinícius, de uma Laina, de qualquer um? Pode-se pensar: não estaríamos matando ninguém pois eles ainda não existiam. Talvez não a olho nu, mas num microscópio veríamos todos eles muito bem.

Cada um com um sexo, com uma cor de olhos e de cabelos, impressões digitais, tom de voz, tudo traçado em seus irrepetíveis DNAs. Se disséssemos um “oi” para o Vinícius, não seria para Laina. Se ainda acompanhássemos sua gestação, não nasceria nenhum outro do que aquele que vimos anteriormente com apenas 100 células. Poderia até ter outro nome, mas seria o mesmo. Somos porque fomos preservados desde o início.De minha parte direi para o Vinícius se a extração de células-tronco embrionárias forem aprovadas pelo STF, que apesar do país em que vive afirmar que sua vida em um dado momento foi descartável, manipulável, violável, mesmo assim, ele possui um valor incalculável desde sempre, uma dignidade inalienável, intrínseca pelo fato de pertencer a raça humana; que apesar de ter sido relativizado por uma ética pragmática, não poderá jamais ser menor do que aquilo que realmente é: um ser humano pleno, completo, merecedor de todo respeito; que apesar de muitos cientistas terem o perdido como experimento, numerosos são aqueles que ganham com sua vida.

Direi enfim, que existem leis que estão acima das nossas porque existem antes de nós, e que nos ensinam a não matar para salvar porque no fim, somos todos iguais.

[1] disponível em: <http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=241&mat=97120>

[2] disponível em: <http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article540837.ece>

[3] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84389>

[4] disponível em: <http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=86&pagina=2112&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67>

[5] disponível em: <http://www.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0603200803.htm>

[6] disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/08/22/ult27u50831.jhtm>

[7] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84385>

[8] disponível em: <http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84390>

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

DEFENSORES DA VIDA: vamos nos unir contra mais esta tentativa de assassinato em massa!

"Deus nos criou à sua Imagem e Semelhança e sonhou cada um nós... E esse sonho se tornou realidade graças ao SIM dado pelos seus pais. Quantos não tiveram essa chance e pior, quantos poderão NÃO ter esse chance"



Caro(a) irmão(ã),
Paz e bem!

Uma grande bandeira da Missão Yeshua é a luta a favor da vida e por isso, venho até vocês para fazer um alerta muito importante:

No próximo dia 05 de março os onze Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão votar se liberam ou não a pesquisa com embriões em nosso País.

Na prática, este julgamento definirá quando, legalmente, começa a vida: se é logo após a concepção (como a Igreja Católica realmente acredita) ou se após "x" dias após a concepção (sendo que este "x" seria então definido pelo STF).

Já enviamos, por e-mail, manifestação contra a liberação de pesquisas com embriões, conforme o arquivo abaixo, para os onze Ministros do STF.

Peço que vocês possam também enviar e-mails (podem usar a carta modelo ou outro texto) para que os Ministros vejam que o nosso povo brasileiro sempre foi, é e sempre será a favor da VIDA e que A VIDA INICIA NO PRIMEIRO MOMENTO APÓS A CONCEPÇÃO.

Peçam que todas as pessoas que vocês conhecem também enviem manifestações como essa aos onze Ministros do STF.
E que estas pessoas conhecidas de vocês peçam para as conhecidas delas... e assim sucessivamente, até formarmos uma CORRENTE PRÓ-VIDA.

Quanto maior o número de manifestações, maior será a chance de que a VIDA vença.


Caros amigos e defensores da vida, o link abaixo é o do abaixo-assinado on-line em favor da vida humana e de sua dignidade, desde a concepção.

Precisamos muito de sua assinatura e de todos os seus amigos.

Por amor à vida e para influenciar o Supremo Tribunal Federal, assine e divulgue. Ele começou ontem 28/02, e termina no dia 04 de março. Precisaremos de 50.000 assinaturas ao menos.

A vida tem pressa! Os embriões humanos também!
Vamos fazer a nossa parte. Assine e divulgue, manifeste-se!

http://www.petitiononline.com/vidasim/petition.html

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CARTA DE MANIFESTAÇÃO CONTRA A PESQUISA COM EMBRIÕES

São José dos Campos, xxxxx (colocar aqui a data)


Ao Ilmo. Sr.


XXXXXXXXXXX (Colocar aqui o nome do Ministro do STF)


Prezado Senhor Ministro,

Em função da aproximação da data (05 de março de 2008) agendada para o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510, que questiona a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05, artigo 5º) em relação ao uso de células-tronco de embriões humanos, levantada em 2005 pelo então procurador-geral da República, Dr. Cláudio Fontelles, quero aqui manifestar minha firme posição completamente contraria à autorização legal para a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias.

Esta minha posição fundamenta-se no fato de que a VIDA começa desde o primeiro momento da concepção e, portanto, cada embrião é uma VIDA.

VIDA é o primeiro direito de todo ser humano, é absolutamente intocável e inegociável e deste direito decorrem todos os demais direitos humanos. A VIDA HUMANA é um bem intocável e não pertence a terceiros, nem ao Estado. Um Estado que resolvesse autorizar a supressão do direito à vida, com toda razão poderia ser chamado de tirano e gravemente faltoso em relação aos direitos humanos.

Citando o renomado jurista Dr. Ives Gandra Martins, a Constituição Brasileira proíbe o aborto e toda forma de supressão do direito à vida. O art. 5º claramente cita, entre os cinco direitos mais relevantes, considerados fundamentais, o direito à vida. Se se interpretar que a ordem de sua enunciação pressupõe a sinalização de importância, dos cinco é o mais relevante, pois está o artigo 5º assim redigido: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ...".

A autorização para a destruição de embriões - e também para o aborto - seria a legalização do assassinato dos seres mais frágeis e indefesos existentes na face da Terra: os nascituros, que, sem a mínima dúvida, são VIDA, independentemente se eles estiverem com um minuto, um dia, uma semana, ou um mês após a concepção!

Outro fundamento para a minha posição contrária à autorização legal para a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias é que já existem comprovações científicas de que as células-tronco adultas podem substituir com inúmeras vantagens as células embrionárias.

Senhores, apelamos dolorosamente à reta consciência e ao lúcido discernimento de VVSS, uma vez que a questão é da mais alta gravidade e relevância, com implicações de inúmeras ordens. Além disso, este assunto atinge de forma indubitável as mais profundas e arraigadas certezas do povo brasileiro, o qual já demonstrou em inúmeras pesquisas que sempre foi, é e sempre será A FAVOR DA VIDA desde o primeiro instante da concepção.

Atenciosamente,


XXXXXXXXX (Colocar aqui o seu nome)

Cidadão Brasileiro

E-MAILS DOS ONZE MINISTROS DO STF

PRESIDENTE do STF: MINISTRA ELLEN GRACIE

Secretário-Geral da Presidência
Manoel Lauro Volkmer de Castilho (manoel.castilho@stf.gov.br)

Assessor Especial da Presidência
Ângelo Tabet (angelotabet@stf.gov.br)

Assessor-Chefe da Presidência
Vilmar Nery Lourenço (VilmarN@stf.gov.br)

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MINISTRO GILMAR MENDES (Vice-Presidente)

E-Mail Ministro: (mgilmar@stf.gov.br)

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MINISTRO CELSO DE MELLO

E-Mail Ministro: (mcelso@stf.gov.br)

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MINISTRO MARCO AURÉLIO

E-Mail Ministro: (marcoaurelio@stf.gov.br)

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MINISTRO CEZAR PELUSO

Obs.: Este ministro não tem email (portanto, pode-se escrever para o seu Chefe de Gabinete e para o seu Oficial de Gabinete)

Chefe de Gabinete
Carla Kindler Rosanova Sotto (carlak@stf.gov.br)

Oficial de Gabinete
Maria Lucia Fernandes Melo (mluciam@stf.gov.br)

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MINISTRO CARLOS BRITTO

E-Mail Ministro: (gcarlosbritto@stf.gov.br)

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MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

E-Mail Ministro: (gabminjoaquim@stf.gov.br)

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MINISTRO EROS GRAU

E-Mail Ministro: (gaberosgrau@stf.gov.br)

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MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI

E-Mail Ministro: (gabinete-lewandowski@stf.gov.br)

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MINISTRA CÁRMEN LÚCIA

Obs.: Este ministro não tem email (portanto, pode-se escrever para o seu Chefe de Gabinete)

Chefe de Gabinete
Ana Valéria de Oliveira Teixeira (anavt@stf.gov.br)

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MINISTRO MENEZES DIREITO

Obs.: Este ministro não tem email (portanto, pode-se escrever para o seu Oficial de Gabinete)

Oficial de Gabinete
Alexandre Willians Makla de Andrade Silveira (alexandrew@stf.gov.br)

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Por falar em defender a vida...

Há tempos se fala na legalização do aborto em nosso País. Tratar desse assunto é bastante delicado, pois muitos não acham que o objeto em questão – "A VIDA" – tenha tanto importância nos dias de hoje.

Na época do nazismo muitas crianças eram sacrificadas por nascerem com deficiência física, por mais simples que fosse, até mesmo por uma má formação na orelha era o suficiente para não ser protegido pela lei. Entendo que se nós continuarmos, de um modo geral, banalizando a vida, estamos fazendo aquela cultura de morte prevalecer também nos dias atuais.

O Útero, antes um local seguro, tornou-se nos dias de hoje uma zona de guerra onde os homens se questionam até mesmo em que momento se inicia a vida não levando em conta as palavras do próprio Deus através do profeta Jeremias que diz: "antes que te formasse no seio da sua mãe Eu
já te conhecia e te chamava pelo nome" (Jeremias1,5). Muitas mulheres se deixam levar pelo aborto porque nunca vêem o resultado desse homicídio e não sabem que as vítimas indefesas (A Criança) morrem de maneira horrivelmente dolorosa.

A Mesma lei que, se votada, poderá determinar uma idade mínima para se ter uma vida assegurada por ela, pode também determinar um limite máximo, por exemplo 80 anos, ou seja se uma mãe tem o direito de matar seu filho por não ter critérios que o assegurem, o filho deverá ter o mesmo direito amanhã de matar sua mãe uma vez que se tornar não produtiva.

Você que lê esse artigo sinta-se escolhido, ungido, pois entre milhões você foi o vitorioso e sua mãe ao optar pela VIDA lhe deu a oportunidade de se tornar mais uma REALIDADE do sonho de Deus. Cada um de nós somos sonhados por Ele e quem somos nós para atrapalhar. Que Deus nos livre da Maldição do aborto e tenha misericórdia daqueles que o aprovam e praticam.

A Paz do Senhor e o Amor de Maria.

Ademir e Sandra Benigno

Ministros Extraordinários da Comunhão
Coordenadores da Rede Juvenil da Paróquia Espírito Santo
Jardim Satélite – São José dos Campos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Em matérias de defesa da vida, Arcebispo de Brasília pede atuação junto do Congresso

BRASÍLIA, quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Diante dos projetos de lei que atentam contra a dignidade humana, a exemplo das investidas de legalização do aborto, o arcebispo de Brasília considera que é fundamental os fiéis atuarem junto do Congresso.

«A melhor forma [de reação para garantir a defesa da vida], em Brasília, é ir para o Congresso», disse Dom João Braz de Aviz, em entrevista realizada pela paróquia São Pedro e difundida no site da arquidiocese local.

«Já vi que não adianta só a gente fazer bonitos raciocínios, gritar na rua, isso também é importante, temos de fazer essas coisas, como, de fato, já foi feito, mas principalmente temos que ir ao Congresso, à Assembléia, ao Senado e ver quais os deputados que estão a favor disso e fazer pressão realmente, com muita responsabilidade e sem omissão.»

O arcebispo afirmou que «nós, católicos, temos de acordar um pouco mais, muita coisa já está sendo feita. Aqui em Brasília é muito importante a movimentação no Congresso».

Dom João Braz recordou que para auxiliar no apostolado em defesa da vida há diferentes assessorias da Igreja, como da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e dos próprios advogados das arquidioceses.

«Somos cidadãos, temos o direito de lutar por nossas idéias, no Brasil o exercício da religião é um exercício livre, há o respeito ao direito que nós temos», considerou.

«Como não se trata, nessa questão da vida, simplesmente de uma lei, nem sequer das idéias de uma Igreja, mas de um direito humano, o direito à vida», «então nós temos também que entrar na luta, nesse trabalho consciente e profundo em defesa da vida», afirmou.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Valores religiosos x Valores científicos: o que é verdade?

Fonte: Revista Brasil Cristão - fevereiro de 2008
Autor: Pe Alírio José Pedrini, scj

A
Igreja católica, no Brasil, nesta Campanha da Fraternidade (CF), faz um anúncio forte e um apelo veemente em favor da vida, seja mineral, vegetal, animal ou humana. Para acolher a vida, que, aliás, é um grande Dom de Deus para toda a humanidade e para cada ser humano em particular, bem como para favorecê-la, promovê-la, defendê-la e conservá-la, a CF procura esclarecer sobre "o valor da vida". Quando alguém tem uma consciência esclarecida do valor da vida, natural e decididamente a desejará, defenderá e promoverá.
O tema: 'valor da vida' é extenso, se quisermos desenvolvê-lo sob todos os seus aspectos. Optei por discorrer sobre o valor da vida humana e, por sua defesa em seus inícios, no santuário do ventre materno e fora dele, principalmente nos bebês congelados, ameaçados a serem condenados à morte, simplesmente em nome de pesquisas científicas.

VALOR DA VIDA HUMANA (pg. 12 a 14)

A vida do ser humano é o primeiro, o maior e o mais valioso dom, o mais precioso tesouro que ele recebe gratuitamente, e ao qual tem direito absoluto e irremovível. Se não houver vida, não há possibilidades de acesso a qualquer outro dom, valor, direito, benefício, promoção, ação, valorização, êxito, ou qualquer outra coisa que o 'existir e viver' pudesse oferecer. Não são necessários argumentos humanitários sociais, ou filosóficos, ou antropológicos para se reconhecer o valor da vida. Basta pensar "no valor da nossa própria existência", no "tesouro de nossa vida". Ora, a vida dos outros tem o mesmo valor da nossa. Isto, desde o primeiro minuto do seu início até ao seu final.
Iluminados pela revelação divina, e pela fé, encontraremos ainda outros argumentos muito fortes para fazer-nos compreender ainda mais o valor da vida humana:

1.
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, para sermos amados por Ele e adotados como filhos e filhas, a fim de vivermos a felicidade paradisíaca que brota da experiência de sermos amados por Ele.

2.
Deus nos ama tanto que quer habitar em nós, como em templos vivos. Diz-nos a Bíblia: "Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? (1Cor 3, 16-19).

3.
Fomos criados para a imortalidade: um dia começamos a existir no seio materno, e somos predestinados para uma outra vida, imortal, eterna.

4.
Resgatados por Jesus Cristo, a preço do dom de Sua vida na Cruz, somos destinados a participar da Glória de Deus, nos céus.

Por estes, e por muitos outros argumentos, podemos compreender o Dom da vida humana, em todas as suas etapas e momentos, e passamos a assumir uma postura para defendê-la, promovê-la e valorizá-la.



PENA DE MORTE PARA OS BEBÊS CONGELADOS

Está em andamento, no Brasil, uma nova grande campanha com a finalidade de aprovar, de forma irrestrita, a utilização dos embriões congelados, ou seja, a utilização dos bebês congelados, para pesquisas científicas. Para esse uso, é preciso matá-los, assassiná-los.

Porque a Igreja Católica é a única voz forte que pode se opor a essa lei assassina de inocentes, ela está sofrendo poderosas críticas mentirosas e caluniosas, quer da parte de alguns membros dos três poderes federais, quer por parte dos pesquisadores, e apoiados por toda a mídia dominante. Essas críticas mentirosas e caluniosas têm como finalidade "desqualificar e enfraquecer" a voz da Igreja, jogando a população contra ela, a fim de poderem aprovar, com o aplauso manipulado do povo não esclarecido, essas leis assassinas de bebês inocentes e indefesos. É preciso estar prevenido para não ser influenciado ou convencido por essa "onda" assassina, hipócrita, mentirosa e criminosa.



MENTIRA X VERDADE

a) É mentira que um embrião-bebê congelado seja simplesmente um óvulo fecundado, que não tem vida humana, e que, portanto, não há por que não usá-lo para pesquisas científicas. Ao contrário, é verdade científica que um óvulo fecundado, congelado, é um embrião humano, é um ser humano com todas as potencialidades para se desenvolver, nascer e viver como pessoa humana. Um embrião congelado é um bebê congelado. Usar um embrião para pesquisas é matar um bebê.

b)
É mentira que a Igreja se opõe às pesquisas com células-tronco. Os que fazem essa afirmação - ou são ignorantes ou são maldosos - pois não fazem uma "distinção necessária" entre células-tronco de embriões humanos (de bebês congelados), e células-tronco adultas, como as de cordão umbilical, de placenta, de medula óssea ou de pele humana. É verdade, sim, que a Igreja é contra o uso de embriões humanos para pesquisa, pois, são bebês, são pessoas humanas. Para usá-los é preciso matá-los. Ora, matar um ser humano indefeso, inocente, é um crime bárbaro, desumano e cruel. A Igreja não é contra, mas sim muito a favor das pesquisas com outras células-tronco adultas, citadas acima, bem como seu uso. Prezado leitor, compreenda essa distinção feita.

c)
É mentira que a Igreja se fundamenta em Dogmas, em fundamentalismos religiosos ultrapassados para combater o uso de embriões e a lei do aborto. Ao contrário, é verdade plenamente verificável que a Igreja tem como fundamento primeiro de sua posição a "verdade científica" reconhecida por muitas comunidades científicas mundiais e por todos os cientistas éticos e sérios. É verdade científica que a partir da fecundação do óvulo existe vida humana, há um novo ser humano. A partir da fecundação há um embrião humano, ao qual nada mais se acrescenta de "essencial e fundamental" para "vir a ser" uma pessoa humana. Na sua posição, a Igreja defende o direito natural e inalienável à vida que o embrião possui, quer esteja no útero materno, quer congelado. Nenhuma lei humana pode tirar esse direito fundamental à vida.

d)
É mentira que, ao se opor ao uso dos bebês congelados para transplantes de células-tronco, a Igreja está impedindo a cura de muitas pessoas doentes. Denunciam a Igreja e mentem ao povo, como se pudesse 'de imediato' usar essas células dos bebês para curar pessoas. É verdade, e os números revelam a verdade de que um bebê congelado oferece 150 células-tronco. Matando os 30.000 bebês congelados no Brasil teríamos 4.500.000 células-tronco. É muito?... Não, é insignificante!... Para um único transplante para curar uma única pessoa são necessárias 40 bilhões (com B.) de células-tronco. Ou seja, seria necessário matar 266.666.000 embriões-bebês para fazer um único transplante em um único paciente. Prezado leitor, gostaria de poder mostrar-lhe algumas outras mentiras e verdades. O espaço desta página não mo permite.

Lembro que há diversas outras formas de se obter células-tronco, tanto para pesquisas, como para tratamentos já em curso. Lembro as células extraídas do cordão umbilical, da medula óssea, do muco-nasal e, por uma descoberta mais recente, da própria pele humana. Estas células adultas, aliás, possuem as mesmas propriedades das células embrionárias.

Se há tantas possibilidades reais e éticas, por que matar os bebês congelados? Imagino que o leitor esteja pensando: deve haver outras razões inconfessas e inconfessáveis que motive essa "fome de morte" dos bebês congelados. Só cito uma: interesses econômicos. Guardar esses bebês congelados custa muito caro. Usá-los para a pesquisa é uma forma (criminosa!) de tirá-los dos super-congeladores e fazer economia. Mais uma vez o dinheiro decide sobre a vida de inocentes e vale mais do que a vida humana.



A MENTIRA HIPÓCRITA CONTINUA...

A hipocrisia "recheada" de maldade e mentira continua sendo veiculada quase todos os dias, procurando desqualificar a posição da Igreja e de todos os juristas, cientistas e pesquisadores católicos, que continuam na luta em defesa da vida dos bebês congelados. Estes são acusados de usarem argumentos religiosos em suas defesas, e que posições religiosas não podem "ser impostas" a todos. Nada mais falso. Os argumentos usados em defesa da vida são todos científicos, baseados nas pesquisas mais recentes e confiáveis. O mais lamentável é que, mesmo que esses juristas, cientistas e pesquisadores católicos afirmem, provem e documentem a veracidade de seus argumentos científicos, todos os promotores dessa matança de bebês congelados, inclusive muitos parlamentares e o presidente da república, os grandes meios de comunicação continuam enganando a população, afirmando que o Brasil não pode ficar no atraso científico por causa de "opiniões religiosas fundamentalistas".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Vida e consciência


A Campanha da Fraternidade 2008 levanta a bandeira em defesa da vida, uma vez que tem crescido as ameaças e agressões constantes à vida, o bem mais importante e precioso sobre a face da terra, conforme ressalta Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

Entre os vários tipos de ameaças à vida um dos mais cruéis é o aborto, que tem sido objeto de grande polêmica devido a campanhas para sua legalização, seja no Brasil, seja em outros países em desenvolvimento. Não é possível que aqueles que entendem a crueldade do ato abortivo sejam favoráveis à sua prática.

O diálogo incluído a seguir, que vem circulando em vários meios, principalmente na internet, envolvendo uma mãe e um médico, é muito ilustrativo no sentido de mostrar como, muitas vezes, as pessoas mais diretamente envolvidas podem não estar completamente cientes da gravidade do ato que pretendem realizar. Vale a pena considerá-lo.

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- Doutor, o senhor pode me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos agora e o pior, em tão curto espaço de tempo.
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
- Quero interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse à mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
-Veja bem... para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar é um crime! Ainda mais meu filho!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Nisso a mãe percebeu que não há a menor diferença entre matar um ser humano fora ou dentro do ventre!...
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Realmente... será que é difícil de perceber que “... não há a menor diferença entre matar um ser humano fora ou dentro do ventre” ?!...

Será que os abortistas estão realmente conscientes de que o aborto é um assassinato na mais crua e radical acepção da palavra?

Será que os governantes e legisladores abortistas compreendem o significado profundo e as consequências das atitudes que estão perpetrando? Não compreendem que “defender e promover a vida” é uma das principais obrigações do Estado?... Não percebem quanto mais então se deveriam defender os seres humanos nascituros (completamente frágeis e indefesos!!!), as crianças, os idosos, os doentes, os pobres e os excluídos?...

Todos e cada um dos que compreendem o valor da vida podem ajudar para que haja uma conscientização cada vez maior. Como disse um amigo: "O útero antes um lugar seguro, tornou-se hoje uma zona de guerra! Eu posso ajudar a mudar isso"...

“Escolhe, pois, a VIDA!...” (Dt 30,19b)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Bioética: "A descoberta do dia"

Dr. Frei Antônio Moser
Assessor da CNBB para assuntos de bioética

Desde os inícios da década de 1970 já se falava em reprodução assistida em laboratório; em manipulação genética; em engenharia genética e até em terapia genética. Acontece que até 1987, quando nasceu o primeiro bebê de proveta, e sobretudo até 1997, quando foi obtido o primeiro clone de animal a partir de células adultas (ovelha Dolly), tudo parecia colocar-se num horizonte longínquo, onde se tornava difícil distinguir o possível e o simplesmente imaginável.

Como comentamos em vários artigos recentes, hoje os avanços são tantos e tão rápidos, que até o anjo Gabriel ficaria surpreso com a adesão incondicional de um certo número de cientistas. Também eles concordam com o anjo de que a Deus nada é impossível, pois também mais nada é impossível para biogeneticistas e biotecnólogos.

Tudo é questão de tempo. E de fato, a cada dia aparecem, sistematicamente, notícias sobre novas e sensacionais descobertas. Como se fala em “prato do dia”, hoje poder-se-ia até criar uma página diária com o título: “a descoberta do dia”, e seguramente ela jamais ficará em branco. É verdade que não poucas notícias são requentadas e até ideologicamente trabalhadas. Mas indiscutivelmente mesmo as pessoas mais ligadas ao campo da biogenética, vão vivendo de susto em susto, sempre hesitando entre o fascínio e o temor.

A notícia do último dia 25 de janeiro de 2008 foi esta: Craig Venter o conhecido geneticista (que, juntamente com James Watson, descobriu a estrutura do material genético – DNA - em 1953) teria acabado de criar a estrutura básica para um genoma sintético e este seria o passo mais importante para se obter vida sintética ou artificial.

Note-se que já não se trata de transmissão artificial da vida, como a que vem ocorrendo nos processos denominados de reprodução assistida, mas de vida artificial. Há algum tempo se vem falando em “Second Life” (segunda vida) como expressão de um mundo virtual onde tudo parece real. Trata-se de uma espécie de simulador onde os usuários criam personagens, trabalham, divertem-se, gastam dinheiro, fazem negócios, cultivam vida social, criando amizades, namoros e casamentos, mas sempre, tudo restrito à tela de um computador. Agora já não se trataria de mundo virtual, mas de um mundo real mesmo. Para uma melhor compreensão do que isto significa, convém fazer uma retrospectiva.

Em maio de 2005 pesquisadores da Universidade de Boston anunciavam que um dia a biologia poderia produzir organismos artificiais com fins terapêuticos. Da “simples” modificação genética de uma bactéria, através da agregação de um gene estranho, agora já se poderia inserir uma rede genética inteira, com a ação de muitos genes. Para medir o alcance deste passo, serve uma comparação: a engenharia genética denominada convencional, por mais avançada que se apresente, equivaleria tão somente à troca da ponta de uma chave de fenda; no caso em questão, da possibilidade de se criar vida artificialmente, estaríamos falando da mudança do conteúdo total de toda a caixa de ferramentas. Se a partir da década de 1990 conseguimos, progressivamente, ler o código genético da espécie humana e de inúmeras outras espécies de seres vivos, agora estaríamos em condições de reescrever o código genético destes mesmos seres vivos e produzir outros seres que jamais existiriam através do que se denomina de evolução natural. Tratar-se-ia portanto de algo mais complexo e com maiores conseqüências sob todos os aspectos: existenciais, comportamentais, jurídicos, ético

Para uma melhor compreensão ainda, convém recordar que há alguns anos se anunciava o desenvolvimento de tecnologias capazes de transferir um vírus geneticamente modificado para integrar o genoma de uma bactéria hospedeira, que por sua vez seria capaz de criar um RNA mensageiro para ativar ou então bloquear a produção de uma proteína específica, ao serviço dos interesses do seu criador. Estamos falando de verdadeiros interruptores que ativam ou desativam genes, de acordo com as conveniências. Se antes a busca se localizava no conhecer os mecanismos da vida, através da observação e depois do desmonte, agora se busca criar de sistemas novos e sofisticados capazes de gerar a vida.

A “velha geração” de biólogos, biogeneticistas e biotecnólogos procurava compreender e reproduzir a vida existente. Agora trata-se de criar, literalmente, algo de novo. Projetando e construindo máquinas que atuem dentro das células, estes novos artesãos da vida têm objetivos bastante claros: inserir um cromossomo sintético dentro de uma célula e obter assim a criação de um organismo artificial, vivo, que jamais existiu ou seria capaz de existir por si próprio na evolução normal das espécies.

Esta operação teria três etapas: a primeira, já executada, pela transferência do genoma de uma bactéria para outra, transformá-las em espécies diferentes; a segunda, agora em execução, produzir quimicamente fragmentos de DNA desta bactéria; a terceira, em andamento, construir verdadeiras “máquinas” que atuem dentro das células.

Todas estas experiências visam criar novos seres que tenham vida própria, mas que obedeçam aos comandos humanos dados previamente na própria construção destes novos seres vivos. Com isto se visam criar fábricas biológicas que poderão produzir verdadeiros biocombustíveis em laboratório, como serão capazes de digerir lixo tóxico, absorver dióxido de carbono e outros gazes poluentes que estão na origem do efeito estufa.

As expectativas nesta linha não são de hoje, e de alguma forma, já há milhões e milhões micro organismos em ação: conjugando microeletrônica, biologia molecular e nanotecnologia, micróbios funcionam como se fossem sondas de DNA, passando as informações para bactérias associadas a genes informantes e iniciado o trabalho de limpeza. Esta operação denomina-se “biorremediação” e já está atuando em muitas partes do mundo, despoluindo rios, lagos e mares...

E mais ainda: o sonho é que estas verdadeiras usinas biológicas sejam verdadeiras indústrias terapêuticas que substituam os tradicionais medicamentos. Aliás os “tradicionais” medicamentos, por mais sofisticados que sejam, já há algum tempo se encontram na lista de produtos que deverão ser logo descartados: eles são por demais genéricos, agindo em todas as direções e com isto muitas vezes fazendo mais mal do que bem. O que já algum tempo se encontrava entre os objetivos mais importantes era a produção de medicamentos personalizados e “sob medida”. Se estas experiências agora anunciadas tiverem êxito até estes medicamentos iriam tornar-se dispensáveis. Agora bastaria tomar pílulas que seriam capazes de ligar ou desligar as fábricas de medicamentos, que seriam nossas próprias células.

Convenhamos que tudo isto é difícil de ser compreendido e nos deixa realmente confusos. Mais difícil ainda é admitir a possibilidade de se criar vida artificial, com a capacidade de auto- sustentação e reprodução. Sempre ouvimos dizer que só Deus é o Criador de tudo. Será que agora precisamos admitir que o homem também seria capaz de criar algo a partir do nada?

Não é bem assim. Em primeiro lugar porque estamos ainda tratando de bactérias, organismos super simples; e no caso em questão estamos falando de uma bactéria chamada mycoplasma genitalium, cujo genoma foi mapeado, estudado e desmontado, para ser recomposto com outras propriedades. Fazendo uma comparação com o mundo da informática se poderia dizer que foi preparado um software ( programa) para uma bactéria cumprir uma tarefa específica, mas até aqui ainda não se sabe como ativar este programa. E como observa o professor de engenharia biomédica de Boston, Jim Collins, a ciência ainda está longe de entender o que é a vida e o que a comanda.

De qualquer forma, decisivamente nos encontramos hoje numa situação onde a tecnologia avança a passos largos, bem mais de pressa do que as reflexões de cunho jurídico e ético. Ademais, ao mesmo tempo em que olhamos com esperança para o que se denomina medicina molecular e de biologia ambiental, capazes de apagar os efeitos desastrosos de pecados anteriores, uma vez mais, e sempre de novo, nos sentimos perplexos. Isto não só porque estas novas criaturas podem “enlouquecer” , mas porque podem ser programadas para enlouquecerem e passarem a agir perversamente.

Como tantos outros inventos anteriores, todas as descobertas vêm carregadas de uma ambivalência radical: tanto podem ser colocadas ao serviço da vida, quanto ao serviço da morte. Com uma diferença em relação ao passado: fica cada vez mais claro que as clássicas armas representadas por fuzis, metralhadores, canhões e tanques, só servirão para produzir filmes de terror e para serem guardadas em museus. As verdadeiras armas serão invisíveis e bem mais mortíferas. E as infundadas acusações contra Sadam Hussein, de que possuiria terríveis armas biológicas e bacteriológicas irão se transformar em verdades comprovadas: não no pobre e destruído Iraque mas em milhares de laboratórios espalhados pelo mundo afora, sempre na espera de receber uma única ordem referente à direção para a qual serão encaminhadas. Ninguém vê, ninguém sente, ninguém sente nenhum odor: simplesmente todos morrem sem causas aparentes.

Escolhe, pois, a Vida!

A Arquidiocese de Aparecida (SP) e o Santuário Nacional irão sediar de 6 a 10 de fevereiro o I Congresso Internacional em Defesa da Vida. O evento está sendo organizado pela Comissão de Defesa da Vida da Diocese de Taubaté (SP).

O Congresso terá início na Quarta-Feira de Cinzas, com a abertura da Campanha da Fraternidade, que terá como tema: Fraternidade e Defesa da Vida, e o lema: Escolhe, pois, a Vida!

O evento reunirá importantes especialistas em bioética e lideranças mundiais pró-vida, que atuam junto com a Igreja, a Human Life International e outros organismos internacionais em defesa da família e da vida humana. Entre os palestrantes, constam Monsenhor Michel Schooyans (Membro da Pontifícia Academia para a Vida e Professor Emérito da Universidade de Louvain – Bélgica); Padre Tomas J. Euteneuer (Presidente da Human Life International – Front Royal, Estados Unidos); Prof. Dr. Daniel Serrão (Membro da Pontifícia Academia para a Vida – Porto – Portugal); Dom Antônio Augusto Dias Duarte (Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – Brasil, que também é médico); além de outras personalidades.

Na ocasião, será aprovada a Declaração de Aparecida em Defesa da Vida, texto que está sendo elaborado conjuntamente por expressivas autoridades internacionais em bioética.

O evento conta com o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), Arquidiocese de Aparecida, Arquidiocese de Brasília e diferentes entidades pró-vida.

Segundo Dom Carmo Rhoden, bispo de Taubaté, "hoje são tantos os atentados contra a família e a dignidade da pessoa humana, que urgem ações que visam afirmar uma 'cultura da vida' e da solidariedade. Quando em todo o mundo vamos assistindo a uma 'conjura contra a vida', de dimensões cada vez mais abrangentes, não podemos, enquanto cristãos e comunidade de fé, estar omissos".

"Será um momento importante de congraçamento das lideranças pró-vida que atuam em diversos países, buscando fortalecer assim o intercâmbio de idéias e experiências que permitam um trabalho conjunto e articulado na luta pela defesa da família e da vida humana, especialmente no âmbito legislativo", destacou o professor Hermes Rodrigues Nery, coordenador-geral do Congresso.

As inscrições para o I Congresso Internacional em Defesa da Vida poderão ser feitas pelo e-mail: hrneryprovida@uol.com.br

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Outras informações e programação constam no site http://www.diocesedetaubate.org.br

Fonte: Arquidiocese de Aparecida

06 de fevereiro de 2008