terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Igreja tem responsabilidade de defender vida humana, diz cardeal

Segundo Dom Odilo Scherer, fiéis não podem se deixar enganar

SÃO PAULO, segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal de São Paulo pediu que os fiéis não se deixem «enganar por aqueles que afirmam que, como se trata de um Estado Laico, a Igreja não deve interferir na questão do aborto».

Dom Odilo Pedro Scherer enfatizou que a vida é sagrada e por isso um direito humano fundamental.

Segundo o cardeal, «a Igreja, como instituição da sociedade civil, tem todo o direito de se posicionar e intervir e, como instituição religiosa, tem ainda mais a responsabilidade de defender a vida humana por ser um dom sagrado».

O arcebispo se manifestou na terça-feira passada, no contexto do lançamento do texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil em 2008, que discutirá o tema «Fraternidade e Defesa da Vida», com o lema «Escolhe, pois, a Vida».

O lançamento do texto-base aconteceu no auditório do Centro Universitário Unifai (Unidade da Vila Mariana, São Paulo), como forma de incentivar toda a sociedade civil na reflexão proposta pela Igreja Católica.

O ato de lançamento foi promovido pelo Regional Sul 1 (São Paulo) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), com apoio da Editora Salesiana.

Segundo informa o departamento de imprensa do Regional Sul 1, na abertura do evento, Dom Nelson Westrupp, SCJ, presidente do organismo, deu as boas-vindas aos participantes lembrando das Campanhas anteriores e do seu surgimento no Brasil com o Concílio Vaticano II.

Em seguida, o professor da USP (Universidade de São Paulo), doutor e membro do grupo de assessores de Bioética da CNBB Dalton Luiz de Paula Ramos apresentou brevemente o Ver, Julgar e Agir do texto-base da CF-2008.

Dalton Ramos destacou que o tema da Campanha é voltado à pessoa humana, e que a iniciativa tratará ainda questões importantes como o aborto, reprodução assistida e eutanásia.

«O que devemos recuperar e retomar é a consciência da dignidade de cada pessoa em todas circunstâncias da vida e seu valor; portanto todo o texto da Campanha vai favorecer essas reflexões», disse.

Dom Fernando Legal, responsável pela Campanha no Estado de São Paulo, falou da dimensão social da CF.

«Considero consoladora e positiva a aceitação dos temas tratados pela Campanha por boa parte da sociedade civil», disse o bispo.

Ele salientou ainda que essa boa aceitação é graças ao empenho das dioceses e paróquias nos encontros de preparação e avaliação da CF realizados anualmente.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Por amplíssima maioria: rejeitada a proposta de descriminalização do aborto!

Fonte: Blog da Família

De 14 a 18 de novembro, realizou-se na Capital Federal a 13ª Conferência Nacional de Saúde, reunindo 4.500 pessoas. Dentre elas, tinham direito a voto 2.275 delegados estaduais e nacionais eleitos em conferências de saúde regionais - 50% deles são usuários do SUS, 25% trabalhadores do sistema e 25% gestores (secretários estaduais e municipais e representantes do Ministério da Saúde).

Contrariando as expectativas do próprio Ministério da Saúde, chefiado pelo Sr. Temporão, apoiado por diversos grupos pró-aborto (inclusive pelas soi-disant "Católicas pelo Direito de Decidir" - grupo que de católico apenas leva o nome), o resultado foi surpreendente: 70% dos delegados votaram contra a proposta de legalização total do aborto no Brasil.

Tal resultado - espetacular, pois nunca visto em anteriores conferências - não tem efeito legal, mas é considerado muito importante, uma vez que exerce influência na formulação de políticas acerca do aborto e serve para pressionar os congressistas a fim de que não votem pró-aborto.

Uma das artimanhas dos representantes do governo na 13ª Conferência, para conseguir a aprovação do aborto, foi justamente "esconder" a palavra "aborto" do texto a ser votado sobre "a livre interrupção da gravidez".

A citação era "Assegurar os direitos sexuais e reprodutivos, respeitar a autonomia das mulheres sobre seu corpo, reconhecendo-o como problema de saúde pública e discutir sua descriminalização por meio de projeto de lei".Sem a palavra "aborto" a citação fica menos contundente. O intuito foi claro: confundir os votantes que poderiam ficar menos chocados e enganá-los, pois ficavam sem saber direito no que estavam votando.

Mas, desta vez, essa artimanha não obteve sucesso e a derrota dos abortistas foi fragorosa.

Inconformado com a derrota, o diretor de "Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde", Adson França, afirmou que a decisão contra o aborto foi "hipócrita". Eis aí uma afirmação pouco "estratégica"... ou uma "retirada estratégica", de quem não tem argumentos...

Clair Castilhos, diretora da "Rede Nacional Feminista de Saúde", criticou a decisão dizendo que ela reflete o fundamentalismo de setores da sociedade brasileira. Eis aí uma crítica "fundamentalista" e nada "democrática"...

Por sua vez, o Sr. Ministro da Saúde quis fazer pouco caso da decisão, dizendo que "a conferência não é deliberativa". Sim é verdade, não é deliberativa, mas se ele não tivesse sido derrotado, não diria isso. Não é verdade Sr. Temporão? Ademais, como já disse acima, o resultado influencia os congressistas. Estes entendem que tal resultado reflete a opinião dos eleitores... Além disso, eles viram que muitos dos que votaram pelo aborto foram vaiados... Vaias que eles não querem ouvir... Vaias, entretanto, que a nossos ouvidos soam como melodiosas músicas. Precisamos ouvir mais dessas músicas... e em alto e bom som.

Também os lobbystas-do-aborto no Brasil - fartamente financiados pelo lobby internacional pró-aborto -, reclamaram de tal conferência dizendo que ela não reflete a vontade popular... Mas esqueceram eles que recentes pesquisas do Data-Folha refletiram muito bem a vontade popular, revelando que "só 3% da população consideram 'moralmente aceitável' fazer um aborto, contra 87% que acham isso 'moralmente errado', e 6% que, estranhamente, afirmam não ser essa 'uma questão moral'".

É a tal história da pseudo-democracia: se a conferência votasse em peso pelo aborto, os mesmos lobbystas insistiriam: os congressistas precisam aprovar a prática do aborto, pois devem seguir a vontade popular. Seria bem o caso de dizer: "Vontade popular, vontade popular, quantos crimes se comentem em teu nome!"

Contrariamente a essas posições abortistas, o representante da "Pastoral da Criança", o Sr. Clovis Boufleur, declarou: "Essa posição [da 13º Conferência] reflete o pensamento do povo brasileiro". E acrescentou: "O governo fica enfraquecido na sua decisão, porque a conferência decidiu que em relação ao aborto nos próximos quatro anos a posição é essa". [Tais conferências são realizadas de 4 em 4 anos].

Mas não podemos cair no clima do "já ganhamos" - nisso consiste o perigo. Precisamos continuar a luta e sempre alertas, do contrário os inescrupulosos abortistas - por meio de manobras escusas e passando por cima da opinião pública brasileira - acabarão por aprovar a "pena de morte" aos inocentes.
_________

Cfr. "Agência Brasil", "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo".

Precisamos de santos...

A santidade não é só para poucos ou para privilegiados. Deus quer que todos sejam santos.

Em certa ocasião, Jesus disse: “... sede santos..." (Mt 5,48). Portanto, este não é simplesmente um pedido, mas é um imperativo, é uma ordem... Além disso, a santidade é a grande meta porque constitui-se em sinônimo da plena realização do ser humano.
No Catecismo da Igreja Católica encontramos a seguinte afirmativa: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade!(CIC 2013).
Mas, será que “ser santo” é algo tão difícil?... tão incomum?... será que é preciso ser completamente fora dos padrões normais?...
Abaixo, transcrevemos uma mensagem de uma pessoa que soube viver a santidade e que,
portanto, sabia do que estava falando: o grande e saudoso Papa João Paulo II. Vejamos:

------

Precisamos de Santos...

... sem véu ou batina;
... de calças jeans e tênis;
... que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos;
... que colocam Deus em primeiro lugar, mas que também se
"lascam" na faculdade;
... que todo dia tenham tempo para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade a Deus;
... modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo;
... comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais;
... que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo;
... que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman;
... que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos;.
... que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte;
... que sejam sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros;
... que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.

(João Paulo II, Carta aos Jovens)

------

Jovem que lê esta matéria agora: repare que João Paulo II falou isso na Carta aos Jovens... portanto, ele falou principalmente para os jovens como você.. ele amava os jovens e era amado por eles... ele sabia com quem estava falando!... fala sério: não é esta a santidade que você procura?!...
... então, caríssimo(a) jovem: ser santo é simples!... só depende de você!...

Um santo e maravilhoso dia para todos(as), sob as bênçãos de Nossa Senhora, nossa Mãe, Mestra e Rainha.

Marta e Roberto Formaggio